Brasil reconhece Napa Valley como Indicação Geográfica (GI)

Durante a última conferência da International Wine Law Association (IWLA) realizada em Bento Gonçalves, foi anunciado que o Brasil reconhecerá oficialmente a região de Napa Valley como Indicação Geográfica (GI em inglês), o que pode representar um passo importante na construção da imagem e marca da região no país. A posição de Indicação Geográfica do Napa Valley já havia sido reconhecida na União Européia, Índia, Tailândia e Canadá. De acordo Linda Reiff, diretora executiva da Napa Valley Vintners (NVV), associação comercial sem fins lucrativos, que tem como objetivo proteger e promover e região e representa 430 vinícolas, o reconhecimento marca “uma grande conquista na proteção do uso indevido do nome da apelação Napa Valley em mais um mercado vinícola emergente de alto padrão”.

De acordo com o NVV, o acontecimento pode, ainda, ajudar a aumentar as vendas de vinhos norte americanos no mercado brasileiro, que já vêm apresentando um forte crescimento, apesar da baixa base de comparação. Em 2011, as exportações de vinhos dos Estados Unidos para o Brasil duplicaram em relação ao ano anterior, tanto em volume quanto em valor, alcançando US$ 3,6 milhões e 1,1 milhão de litros. O estado da California representa aproximadamente 90% das exportações de vinhos americanos. “Atualmente, somente 13 vinícolas do Napa Valley exportam para o Brasil”, comentou Terry Hall, porta voz do NVV. “É importante lembrar que há poucos anos atrás a China estava em situação semelhante, e hoje mais de 100 vinícolas da região de Napa comercializam seus vinhos no mercado chinês”, adicionou Hall.

Na minha opinião, apesar de importante, não enxergo como este reconhecimento possa ter um impacto significativo no aumento das vendas de vinhos americanos para o Brasil. Será que somente por isso as vinícolas californianas estariam mais interessadas em exportar para o mercado brasileiro? Acho difícil vermos crescimentos expressivos nas vendas sem igualmente expressivos investimentos em marketing e/ou (preferencialmente “e”) reduções na carga tributária e nos preços (e margens) praticados atualmente, principalmente porque a grande maioria dos consumidores, ou não sabe o que é uma indicação geográfica reconhecida, ou não se importa com a classificação do vinho, especialmente se isso o torná-lo mais caro.

Santé!

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