Vinícola Yealands Estate recebe prêmio de sustentabilidade

A vinícola neo-zelandesa Yealands Estate acaba de ser nomeada a Mais Sustentável Média Empresa do Mundo na cerimônia do International Green Awards em Londres. A Yealands, baseada em Marlborough, superou uma eclética lista de concorrentes que incluiu desde o produtor de energia “verde” Ecotricity, até um fabricante de chá orgânico australiano, sendo a única vinícola participante.

Philip Gregan, CEO da New Zealand Winegrowers, considerou a vitória um grande endosso às práticas sustentáveis de produção de vinhos adotadas no país. “Para nós, sustentabilidade significa usar os recursos disponíveis de forma mais inteligente, garantindo a oferta futura e a nossa rentabilidade”, comentou Peter Yealands, fundador da vinícola. “Nós trabalhamos com a visão de adotar as melhores práticas desde a vinha até o engarrafamento”, acrescentou. Algumas das práticas mais incomuns na Yealands incluem tocar música clássica para as vinhas e utilizar pequenas ovelhas para manter a grama aparada. Por outro lado, a vinícola também usa energia solar e eólica, e seus esforços para cortar ao máximo as emissões de gás são certificados pela CarbonZero.

No Brasil, os vinhos da Yealands podem ser encontrados nas lojas do Pão de Acúcar, que é importador exclusivo da linha Yealands Way nas variedades Pinot Noir, Sauvignon Blanc, Riesling e Gewürztraminer, com preços variando entre R$ 40 e R$ 52 reais, mas que frequentemente entram em promoção. A empresa também produz os vinhos com a marca própria da rede, Club des Sommeliers, normalmente com preço ainda menor. Eu já provei o Pinot Noir e o Sauvignon Blanc e gostei de ambos, especialmente do branco, que tem acidez, frescor e uma boa relação preço-qualidade. Uma excelente opção para conhecer os vinhos do país que geralmente passa despercebida por muitos enófilos. Além da linha Yealands Way, a empresa ainda produz outros 25 vinhos, incluindo 2 espumantes, os quais gostaria de ver logo por aqui. A preços justos, claro. Santé!

Algumas curiosidades sobre o Top 100 da Wine Spectator

Em tempos de divulgação de diversos rankings envolvendo o mundo do vinho, comento hoje sobre alguns pontos interessantes relacionados à distribuição geográfica dos vinhos vencedores na eleição recentemente publicada pela Wine Spectator com os melhores de 2012.

Uma primeira questão reflete o suposto bairrismo da revista, já conhecido e bastante discutido por uma grande quantidade de enófilos e profissionais do setor. Estamos falando de uma publicação americana, que, apesar de teoricamente ser imparcial nas suas avaliações, continua a eleger uma grande quantidade de vinhos americanos como os melhores de cada ano. Não sei exatamente qual o peso de cada país nos mais de 17.000 vinhos provados em 2012, e acredito que eles realmente devam provar bem mais vinhos produzidos dos Estados Unidos, mas o fato é que, dos 100 melhores, nada menos que 32 vinhos vieram da terra do Tio Sam, incluindo representantes da Califórnia, Washington, e Oregon, com seus maravilhosos pinots. Nas posições seguintes mais relevantes vem a França, com 22 vinhos, a Itália com 16, a Espanha com 9, a Austrália e o Chile, ambos com 4 vinhos eleitos cada.

E essa predominância americana se repete se olharmos os vinhos eleitos como “melhor do ano” nos últimos 15 anos! De 1998 a 2012, dos 15 vencedores, 7 são dos Estados Unidos, 4 são franceses, 3 são italianos, e 1 vem do Chile. Nesse mesmo período, a maior pontuação recebida por um dos vencedores foi atribuída a um vinho doce, o Château Rieussec Sauternes 2001, que obteve a nota máxima de 100 pontos em 2004.

Por outro lado, esse ano tivemos alguns acontecimentos interessantes, tais como:

  • A eleição de 4 vinhos do Chile, que já esteve no topo com o famoso Clos Apalta, mas que em 2011 não havia elegido nenhum representante;
  • A Argentina emplacou um vinho nos 10 melhores pela primeira vez desde pelo menos 2002, o excelente Achával-Ferrer Finca Bella Vista 2010;
  • Dos 16 vinhos italianos, 4 são produzidos fora das regiões da Toscana e do Piemonte, sendo um Nobile di Montelpuciano, um branco do Vêneto produzido com a uva garganega, um tinto produzido na região de Irpinia com aglianico, e um outro branco produzido com a uva greco di tufo por Antonio Caggiano e importado pela Casa Flora. Isso para mim é muito bem-vindo e nos estimula a sempre conhecer novas regiões produtoras;
  • A presença de somente 1 vinho da Borgonha na lista dos 22 vinhos franceses. Entretanto, revisando um pouco as listas dos 10 melhores desde 2002, vi que a região praticamente não está representada, ao contrário do que acontece com o Rhône.

Por fim, é sempre bom lembrar que estes rankings, apesar de ótimos guias, devem ser sempre utilizados com muita moderação! Santé!

Clique na figura abaixo e veja a distribuição dos 100 melhores vinhos por país de origem, bem como os 10 melhores de 2002 a 2011 e os vencedores desde 1988!

Dica da semana: Prosecco Poggio delle Robinie da Cecilia Beretta!

Já que estamos bem próximos do final do ano, pensei em indicar alguns espumantes que, na minha opinião, entregam qualidade, mas também cabem no bolso, sendo portanto ótimas opções para brindar e celebrar as festas com a família e os amigos. E nossa primeira opção é o Prosecco Treviso DOC Poggio delle Robinie da vinícola Cecilia Beretta, uma empresa pertencente a família Pasqua, que possui diversas propriedades na região do Vêneto.

Elaborado com 100% da uva glera (antiga prosecco), possui cor amarelo palha com tons esverdeados, trazendo aromas de frutas tropicais, com algumas notas florais. Na boca é fresco, tem boa acidez, equilíbrio, resultando em um vinho prazeroso e extremamente fácil de beber. Vai bem com saladas, carnes brancas, frutos do mar, ou mesmo só com uma boa companhia. Um belo achado pelos R$ 39 cobrados pela importadora Vínica. E eles ainda tem um Prosecco DOCG Superiore Millesimato, irmão mais velho (e mais elegante) do Robinie, que também é uma delícia e custa R$ 69. Santé!

O vinho:  Prosecco Treviso DOC Poggio delle Robinie

Os 100 melhores vinhos de 2012 pela Wine Spectator!

E aqui estão eles! Os 100 melhores vinhos de 2012 segundo os especialistas da Wine Spectator! Após olhar rapidamente a lista, alguns destaques:

  • Tivemos dois vinhos que estiveram entre os 100 melhores em 2011 e estão novamente em 2012! O Quinta do Vallado Touriga Nacional, que no ano passado havia ficado em 7° lugar com a safra 2008, esse ano aparece em 13° lugar com a safra 2009! O vinho é importado pela Cantú e custa entre R$ 160 e R$ 190 reais, embora eu já o tenha visto por R$ 135. Já o Pétalos, produzido com 100% da uva mencía na região espanhola de Bierzo pelos Descendientes de J. Palacios, que em 2011 obteve o 26° lugar, em 2012 caiu para a 57ª colocação. O vinho é importado pela Mistral e custa em torno de R$ 111 reais;
  • Também da Mistral vem o 68° colocado, o Cuveé Alexandre Cabernet Sauvignon 2010, produzido com uvas provenientes do vinhedo Apalta no Vale de Colchagua. Um belo exemplar de cabernet que no site da importadora (ainda da safra 2009) custa em torno de R$ 115;
  • Uma surpresa (pelo menos para mim) foi a inclusão, na 51ª posição, do Norton Reserva Malbec 2010. Apesar de ser um bom vinho, não o escolheria como um dos 100 melhores do ano. Quem traz é a Winebrands e a safra 2009 está disponível no site deles por R$ 62,00, o que deve impulsionar as vendas;
  • Da Zahil vem um outro exemplar que conseguimos achar facilmente aqui no Brasil, e ainda sem comprometer o orçamento mensal. Estamos falando do Le Orme Barbera d’Asti produzido por Michele Chiarlo, um belo representante dessa uva que custa aproximadamente R$ 90;
  • O vinho mais barato da lista? O Chianti 2010 do produtor Folonari, que nos Estados Unidos custa em torno de $ 9 dólares!

Clique na figura abaixo e acesse a lista completa! Santé!

Os melhores vinhos “super premium” de 2012 pelos leitores do Snooth

Conforme eu havia prometido, divulgo aqui os melhores vinhos “super premium” de 2012 eleitos pelos leitores do site e blog americano Snooth. Nas últimas semana, havíamos publicado os vencedores das categorias “melhores compras” (value) e “premium”, e agora chegou a vez daqueles considerados ainda melhores, e que custam, aproximadamente, entre $ 25 e $ 50 dólares por garrafa. De acordo com a opinião do Snooth, são vinhos que apresentam um nível de qualidade excepcional, apesar de eles ainda elegerem produtos para uma categoria acima, a chamada “luxury”, que inclui os vinhos topo de linha. Novamente, os vinhos foram listados pelo número de votos recebidos, portanto o primeiro vinho é o vencedor da categoria, o mais popular e votado entre os leitores.

Na minha opinião, desta vez os destaques entre os vinhos facilmente encontrados no Brasil ficaram por conta do excelente sauvignon blanc produzido pela Cloudy Bay (R$ 110  no site da Wine.com.br); o extraordinário, mas nada econômico, Catena Alta Malbec da Catena Zapata, eleito um dos 100 melhores vinhos do mundo pela Wine Spectator por 3 anos consecutivos (R$ 169 na Mistral); o clássico barbaresco da cooperativa Produttori del Barbaresco, uma das mais antigas do mundo (R$ 170 na Grand Cru); o Trimbach Riesling Cuvée Frederic Émile Riesling, cujas uvas são provenientes de dois vinhedos grand cru da Alsácia, mas que custa altíssimos R$ 346 reais na Zahil; o Château Cantemerle, grand cru classé do haut-médoc e da excelente safra de 2010 (R$ 218 reais na World Wine); e um dos meus favoritos, o tinto Pesquera, produzido por Alejandro Fernandez e importado no Brasil pela Mistral (R$ 152). Como podemos ver, não são vinhos baratos ou para consumo diário (pelo menos no meu nível!), mas, apesar de diversos leitores do site terem discordado, a qualidade com certeza está presente na maioria dos que já degustei. Enjoy!

  1. Willamette Valley Vineyards Estate Pinot Noir
  2. Jordan Vineyard & Winery Cabernet Sauvignon Alexander Valley
  3. Chalk Hill Estate Russian River Valley Chardonnay
  4. Yalumba Museum Reserve Muscat
  5. Yalumba Museum Reserve Antique Tawny Port
  6. Turley Zinfandel Old Vines
  7. Perrier Jouet Grand Brut
  8. Louis Jadot Nuits-Saint-Georges
  9. Orin Swift the Prisoner
  10. Produttori del Barbaresco Barbaresco
  11. Cloudy Bay Marlborough Sauvignon Blanc
  12. Mollydooker the Boxer Shiraz
  13. Bodega Catena Zapata Catena Alta Malbec
  14. Château Cantermerle Haut-Médoc
  15. Twomey Napa Valley Merlot
  16. Grant Burge “The Holy Trinity” Grenache Shiraz Mourvedre Barossa Valley
  17. Brundlmayer Gruner Veltliner Kamptaler Terrassen
  18. Ruffino Riserva Ducale Oro
  19. FE Trimbach Cuvée Fréderic Emile Riesling
  20. Bastianich Vespa Bianco
  21. Bodegas Alejandro Fernandez Ribera del Duero Tinto
  22. Ridge Geyserville
  23. Vinoptima Reserve Ormond Gewurztraminer
  24. Grosset Polish Hill Riesling

Wine Spectator divulga os 10 melhores vinhos de 2012!

A revista de vinhos americana Wine Spectator divulgou hoje os 10 melhores vinhos de 2012, de acordo com a pontuação e opinião dos seus degustadores profissionais. Desde 1988, a revista compila e divulga uma lista dos 100 melhores vinhos degustados nos últimos 12 meses, os quais, de acordo com a publicação, refletem a tendência de mercado e reconhecem a excelência do trabalho realizado por diversos produtores em várias partes do mundo.

Em 2012, a lista dos melhores foi selecionada de um total de mais de 17.000 lançamentos degustados às cegas, dos quais mais de 5.500 vinhos foram classificados como “excelentes” ou “clássicos”, recebendo, no mínimo, 90 pontos na escala de 100 utilizada pela revista. A partir daí, a lista é avaliada e reduzida com base nos seguintes critérios: qualidade (representada pela pontuação); valor (refletido pelo preço de lançamento); disponibilidade (mensurada pelo número de caixas produzidas ou importadas); e o que a Wine Spectator chama de “Fator X”, representado pela empolgação gerada em torno de alguns produtores, referência gerada por um determinado vinho ou pela evolução significativa de uma determinada região produtora. De qualquer forma, apesar dos critérios descritos acima, a revista faz questão de ressaltar que um dos principais fatores continua sendo a avaliação dos seus editores e a sua paixão pelos vinhos degustados. Um total de 13 países representam a lista desse ano. Em comparação ao ano passado, a pontuação média permaneceu no mesmo patamar do ano passado, 93 pontos, enquanto o preço médio ficou em $ 46 dólares por garrafa, somente $ 2 dólares abaixo de 2011.

O vinho do ano? O californiano Shafer Vineyards Relenteless Napa Valley 2008, um corte de Syrah e Petit Sirah de uma vinícola tradicionalmente conhecida pela sua produção de excelentes Cabernet Sauvignons. Desde a sua primeira safra em 1978, seu fundador, John Shafer,  e seu filho Doug, têm trabalhado para que a vinícola se tornasse uma das melhores do Napa Valley, tendo o seu vinho Hillside Select Cabernet Sauvignon como um dos mais procurados da California.

O nome do vinho, Relentless – que em português significa incessante, implacável, persistente – é uma homenagem a Elias Fernandez, filho de imigrantes, que trabalha na produção de vinhos há 28 safras e recebe grande parte do crédito pela evolução da Shafer em uma vinícola de alta qualidade. As uvas são provenientes de uma parcela de 14 acres de Syrah e de uma outra de 4 acres de Petit Sirah, ambas próximas à divisa do distrito de Stags Leap, e foram fermentadas em conjunto. O vinho faz um estágio de 30 meses em barricas de carvalho francês novas, e desde a sua primeira safra em 1999 tem sido considerado, consistentemente, um produto de altíssima qualidade. De acordo com a Wine Spectator, as condições quase perfeitas da safra de 2008 estão refletidas na complexidade dos aromas e texturas deste Relentless, que marca a segunda vez em 3 anos que um tinto californiano inspirado no Rhône é eleito vinho do ano, e a sétima que um vinho do Napa Valley consegue atingir este posto.

Segue a lista dos 10 melhores, com o nome/produtor, safra, região, país e preço de lançamento em dólar, esse bem longe da nossa realidade aqui no Brasil! Tivemos uma boa representatividade da França, com 4 vinhos divididos entre as excelentes safras de 2009 e 2010, 3 vinhos norte americanos, 1 australiano obtendo a medalha de bronze, 1 brunello di montalcino, e 1 sul americano, o excelente malbec Finca Bella Vista da Achával Ferrer, que no Brasil custa em torno de R$ 400 reais. No próximo dia 19, a revista divulgará a lista completa com os 100 melhores vinho de 2012. Santé!

  1. Shafer Vineyards Relentless Napa Valley 2008, Napa Valley, California, USA (96 pontos/$60)
  2. Château de St. Cosme Gigondas 2010, Rhône Valley, France (95 pontos/$41)
  3. Two Hands Shiraz Barossa Valley Bella’s Garden 2010, Barossa Valley, Australia (95 pontos/$69)
  4. Clos des Papes Châteauneuf-du-Pape 2010, Rhône Valley, France (98 pontos/$128)
  5. Château Guiraud Sauternes 2009, Bordeaux, France (96 pontos/$60)
  6. Château Léoville Barton St. Julien 2009, Bordeaux, France (95 pontos/$105)
  7. Shea Vineyard Estate Pinot Noir Willamette Valley 2009, Willamette Valley, Oregon, USA (94 pontos/$40)
  8. Beringer Cabernet Sauvignon Knights Valley Reserve 2009, Sonoma County, California, USA (94 pontos/$45)
  9. Ciacci Piccolomini d’Aragona Brunello di Montalcino 2007, Tuscany, Italy (94 pontos/$60)
  10. Achával Ferrer Malbec Finca Bella Vista 2010, Mendoza, Argentina (95 pontos/$120)

O vinho campeão: Shafer Vineyards Relentless 2008

Pague uma e leve duas garrafas de vinho em restaurantes de São Paulo

Em tempos de preços altos cobrados pelos vinhos nos restaurantes de São Paulo, salvo raras e bem vindas exceções, começou ontem o Festival do Vinho Reserva, mais uma promoção realizada nos restaurantes e bistrôs da cidade, em que os clientes consomem uma garrafa de vinho e levam outra para tomar em casa.

Com validade até o dia 9 de dezembro, a promoção se aplica apenas aos produtos da Concha y Toro (importados pela própria empresa através da VCT Brasil), e inclui rótulos como o Marques de Casa Concha, Casillero del Diablo Reserva Privada e Trivento Amado Sur. O festival acontece simultaneamente nas casas Barbacoa, Parrilla 348, Le Jazz (que pratica preços e cobra uma taxa de rolha bastante justa), Astor, Don Pepe di Napoli, Grupo Le Vin, (Cerqueira César, Higienópolis e Itaim Bibi), L’entrecôte de Paris, Walter Mancini Restaurante, Vinheria Percussi, Caluma, Vicolo Nostro, Al Mare, Pizzaria Bráz, Pizzaria Quintal do Bráz, Lillo e bistrôs das lojas Ville du Vin.

Fonte: Folha de São Paulo 

Snooth elege 25 melhores vinhos premium de 2012

Há duas semanas eu havia publicado sobre a eleição das 25 melhores compras de 2012 pelos leitores do respeitado site e blog americano Snooth. Agora chegou a vez de conhecermos os 25 vencedores na categoria “premium”. Nesse caso, vinhos “premium” são considerados aqueles tem preço entre $12 e $25 dólares, uma verdadeira barganha para o nosso mercado de altos impostos e margens. Os vinhos foram listados pelo número de votos recebidos, portanto o primeiro vinho é o vencedor da categoria, o mais popular e votado entre os leitores. Foram acrescentados dois vinhos ao final da lista para que o total chegasse aos 25. Achei que valia a pena publicar essa lista primeiro porque ela contém novas e agradáveis surpresas (um vinho doce produzido com zinfandel!), mas também por, novamente, vermos alguns velhos conhecidos disponíveis no Brasil, que eu gostaria de recomendar como dicas da semana. Vamos aos vinhos!

  1. Castello del Poggio Moscato d’Asti
  2. Schramsberg Mirabelle Brut Rosé
  3. Pewsey Vale Eden Valley Riesling
  4. Chateau Ste. Michelle Indian Wells Cabernet Sauvignon
  5. Yalumba The Scribbler
  6. Willamette Valley Vineyards Pinot Gris
  7. La Crema Chardonnay
  8. Louis Jadot Cote de Beaune Villages
  9. Belle Glos Pinot Noir Meiomi
  10. Santa Margherita Pinot Grigio
  11. Chateau Beaumont Cru Bourgeois Haut Medoc
  12. Terra d’Oro Zinfandel Port
  13. Yalumba Bush Vine Grenache
  14. Kim Crawford Malborough Sauvignon Blanc
  15. Seghesio Family Vineyards Home Rach Zinfandel
  16. Crios de Susana Balbo Torrontés
  17. Campo Viejo Rioja Gran Reserva
  18. Layer Cake South Australia Shiraz
  19. Allegrini Palazzo Della Torre
  20. Catena Zapata Catena Malbec
  21. Chateau d’Esclans Cotes de Provence Whispering Angel Rosé
  22. Villa Antinori Toscana IGT
  23. Vina Robles Petite Sirah Jardine
  24. Edmunds St. John Bone-Jolly Gamay Noir
  25. Casa Lapostolle Casa Carmenére

Dos facilmente encontrados no Brasil, destaco os seguintes:

  • Crios de Susana Balbo Torrontés, produzido com uvas provenientes de Cafayate, Salta, apresenta toda a tipicidade da torrontés, com toques florais e ótimo frescor! Encontrado em diversas lojas do ramo e até em supermercados por cerca de R$ 35-40 reais. Atualmente em promoção por R$ 32 no site da Wine.com. Bela relação preço-qualidade;
  • Allegrini Palazzo Della Torre, que é produzido pelo Allegrini com corvina veronese, rondinella e sangiovese. Com estágio de 16 meses em barrica de carvalho, tem boa estrutura e longo final. Um dos meus vinhos favoritos nessa faixa de preço, R$ 110 na importadora Grand Cru;
  • Catena Zapata Catena Malbec, velho favorito de muito brasileiros, já se tornou um clássico e foi até indicado como um dos “100 Melhores Vinhos do Mundo” pela revista Wine Spectator. Custa em aproximadamente R$ 65 na Mistral e nas inúmeras lojas que o comercializam;
  • Villa Antinori Toscana IGT, um corte de sangiovese, cabernet sauvignon, merlot e syrah que passa 12 meses em barricas de carvalho e é produzido pelo famoso Antinori. Quem o traz ao Brasil é a Winebrands por cerca de R$ 98;
  • Casa Lapostolle Casa Carménère, umas das linhas de entrada deste excelente produtor, que consegue evitar que o vinho tenha aquela característica excessivamente vegetal de diversos carménères que encontramos no mercado. Boa opção para quem quer conhecer um pouco mais desta uva, com preço de R$ 59 na Mistral.

A próxima eleição terá vinhos da categoria super premium!

Santé!

Vignalta Arquá 2007, uma verdadeira joia do Vêneto

O vinho de hoje é produzido pela Vignalta, vinícola fundada em 1980 por Lucio Gomiero, que chegou a conclusão, após anos degustando grandes vinhos bordaleses, de que qualquer vinho que Pomerol produzisse, ele também poderia produzir com a mesma qualidade. Isso porque a denominação de origem controlada Colli Euganei compartilha da mesma latitude de Bordeaux, não sendo surpresa, portanto, que uvas francesas como merlot e cabernet sauvignon tenham se adaptado bem ao local e consigam mostrar todo o seu potencial. Situada no Vêneto, a poucos quilômetros da cidade de Pádua, a região possui solos vulcânicos que resultam em vinhos com personalidade e características únicas.

A propriedade é composta de 123 acres plantados principalmente com merlot, cabernet sauvignon, cabernet franc, chardonnay, pinot bianco e moscatel, quase todos virados para as colinas da região. Dos 40 produtores de Colli Euganei, a Vignalta é um dos únicos que diversifica a sua produção, aproveitando todas as características do terroir local. A pinot bianco da vinícola dá origem a um branco de mineralidade surpreendente, enquanto a moscatel produz o delicioso Fior d’Arancio, considerado um dos 10 melhores do mundo produzidos com essa uva.

Mas hoje vamos falar do potente e elegante Arquá 2007, um corte de merlot (80%) e cabernet sauvignon (20%), que ganhou esse nome por ser produzido na comuna de Arquà Petrarca, cujo solo é extremamente concentrado, originando um vinho de cor rubi intensa, que no nariz traz frutas vermelhas maduras e toques de balsâmico e especiarias. Na boca é suculento, com taninos presentes, mas muito bem integrados, boa acidez e longo final. Extremamente prazeroso, pede comida e vai muito bem com carnes vermelhas. Pode ser consumido hoje, mas deve evoluir bastante na garrafa. Com certeza uma excelente opção para conhecer uma DOC ainda não muito falada no Brasil, mas que também produz preciosidades. Quem traz é a Cardápio Itália, especialista em produtos italianos (www.cardapioitalia.com.br). O preço? R$ 220 no site da Cardápio. Não é barato, mas vale cada centavo. Santé!

O vinho: Vignalta Arquá 2007

Venha cá, que vinho vai com moqueca?

O amigo Aldo Mattos comentou que fará uma jantar tipicamente baiano e arretado, como ele próprio, em que servirá acarajé de entrada e uma gostosíssima moqueca como prato principal. Para fugir da obviedade da cerveja, me perguntou se seria possível harmonizar o jantar com vinho. Claro, Mattos!

De origem indígena, a moqueca é um prato que mistura peixes e frutos do mar com temperos tradicionais da cozinha baiana, e é cozida com ingredientes típicos da região nordeste, tais como o leite de coco e o azeite de dendê, que dão sabor único a este maravilhoso prato, tipicamente brasileiro. Atualmente preparada em panela de barro, diz a lenda que antigamente os índios costumavam cozinhar a moqueca em uma espécie de grelha de varas conhecida como moquém.

A moqueca é um prato bastante encorpado, untuoso, suculento e com aromas e sabores marcantes de pimentão, tomate e coentro. Pensando nesses ingredientes, o vinho ideal para acompanhar esse tipo de prato também precisa ser igualmente intenso em aromas, jovem, com boa acidez, bom corpo e bastante frutado. Nesse caso, minha recomendação seria um sauvignon blanc da Nova Zelândia ou do Chile, de preferência de vales como Casablanca ou San Antonio, mais perto do oceano pacífico, e que trarão mineralidade e frescor. A acidez da sauvignon blanc irá contrabalancear a gordura do leite de coco e do dendê, enquanto suas notas vegetais combinarão perfeitamente com alguns sabores que se destacam no prato, tais como o pimentão e o coentro. Se quiser servir a moqueca com mais de um vinho para ver qual deles harmoniza melhor, sugiro um chardonnay jovem, de boa acidez, mas sem madeira (pode ser do Chile também ou da África do Sul), ou mesmo um rosé, bastante aromático, com muita fruta e frescor.

Bon appetit!

A moqueca baiana